A forma que a bolha forma é um livro infantil de autoria de Tayuane Lima e Julia Silva Celestino, publicado pela Prosa Kids. Nele conhecemos Levi, que vivia feliz em sua bolha redonda e segura, até que um encontro inesperado com Aurora, habitante de uma curiosa bolha quadrada, mudou tudo. Intrigados por suas diferenças, os dois começam uma amizade improvável, desafiando as fronteiras de suas próprias bolhas. Mas tudo se complica quando entra em cena Alex, um menino com uma bolha triangular e um passado misterioso. Com determinação e coragem, Levi e Aurora tentam romper as barreiras da bolha que mantêm Alex isolado.
A obra surgiu do desejo de falar sobre algoritmos e sobre como, no mundo atual, tendemos a nos cercar apenas de conteúdos e perspectivas semelhantes às nossas. As autoras buscaram traduzir esse fenômeno de forma lúdica, aproximando as crianças do tema sem perder a leveza e a imaginação.
“Ficamos reféns das nossas bolhas sociais. Por isso, pensamos em trazer isso para os pequenos de um modo que eles conseguissem sentir e entender”, explica Tayuane Lima.
Levi, com sua bolha redondinha, representa o conforto do conhecido. Aurora, em sua bolha quadrada, expressa o convencional e o organizado. Já Alex, isolado em sua bolha triangular, simboliza a resistência, o medo de se machucar e de se decepcionar ao se abrir para o novo. A partir do encontro entre esses três mundos, nasce uma jornada sensível sobre amizade, respeito e coragem.
Tayuane Lima revela que muito de sua própria infância está presente nos personagens. “Sempre fui muito curiosa, amava explorar, fazer perguntas, conhecer novas crianças. Mas também carregava a resistência e o medo do Alex. Me identifiquei muito com eles”, comenta.
Com uma narrativa visualmente rica e emocionalmente acolhedora, o livro mostra que, quando abrimos pequenas portinhas em nossas bolhas, criamos espaços de encontro, e é nesses espaços que as diferenças se tornam pontes, não barreiras. A história culmina em um momento de descoberta, quando as crianças finalmente pisam na grama fora de suas bolhas e percebem o tamanho do mundo real.
Julia Silva Celestino comenta que o projeto nasceu do seu projeto de conclusão de curso em publicidade e propaganda: “Eu diria que foi tanto uma necessidade pessoal quanto social, também, que tinha como objetivo explorar como os meios de comunicação moldam o ser humano, influenciando comportamentos e criando ‘bolhas’ sociais que isolam pessoas de perspectivas divergentes”.
A forma que a bolha forma é um convite para que leitores de todas as idades reflitam sobre seus próprios limites simbólicos, reconheçam o valor do outro e se permitam explorar o mundo com mais abertura, sensibilidade e empatia.
Tayuane Lima
Desde os 7 anos, a autora é apaixonada pela leitura. Fã de Maurício de Sousa e envolvida com livros desde muito cedo, leu cerca de 80 obras por ano aos 12 anos. Cresceu criando histórias e aprofundando-se na literatura, que considera um presente. Para Tayuane, escrever para crianças foi uma experiência especial, principalmente porque o projeto se conecta diretamente à sua paixão e atuação na área da Comunicação.
Julia Silva Celestino
Publicitária e ilustradora, graduada em Publicidade e Propaganda e natural de Ipatinga, Julia sempre foi apaixonada por arte e comportamento social, áreas que despertaram seu interesse pela comunicação. A forma que a bolha forma é seu primeiro livro publicado e reúne essas duas paixões.
A Prosa Kids faz parte do Grupo Prosa Nova. A editora investe em livros que desafiam e instigam, valorizando obras criativas de autores consagrados e de novos talentos, sempre equilibrando profundidade cultural e entretenimento em um catálogo diverso e significativo.
Grupo Prosa Nova: Educação, Cultura e Tecnologia. Fazemos Educação, Cultura e Livros com o suporte das Tecnologias da Informação e da Comunicação. Atuamos com criatividade, inovação e excelência de gestão. Nossas ações têm alto impacto social e forte retorno de marca. Contamos com 4 editoras.